O consumo de bebidas açucaradas pode elevar o risco cardiometabólico em adolescentes

sugar-cubes-in-a-glassFoi publicado em agosto deste ano no The American Journal Clinical Nutrition um estudo que demonstra que o consumo frequente de bebidas adoçadas com açúcar simples, como refrigerantes e sucos industrializados, aumenta o risco cardiometabólico em adolescentes.  O risco cardiometabólico global é um conjunto de fatores que favorecem o desenvolvimentos de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2. Os riscos incluem hipertensão arterial sistêmica, níveis baixos de HDL colesterol, nível elevado de LDL colesterol, tabagismo, diabetes, obesidade abdominal, resistência à insulina e marcadores inflamatórios como proteína C-reativa e adiponectina.

Foram avaliados 1.433 adolescentes com idade entre 14 e 17 anos que foram acompanhados do nascimento até a adolescência e o consumo de bebidas açucaradas foi avaliado através de questionários de frequência alimentar, junto ao IMC, circunferência da cintura, pressão arterial, perfil lipídico, glicemia e insulinemia através de amostras de sangue.

Nos Estados Unidos e Austrália, crianças e adolescentes são os maiores consumidores destas bebidas e diversos estudos neste contexto estão relacionados à obesidade, mas cada vez mais há evidências de distúrbios cardiometabólicos ligados ao consumo de bebidas açucaradas. O consumo destas bebidas pode levar a resistência à insulina, prejudica a função das células β pancreáticas e favorece a inflamação.

Os pesquisadores dividiram o consumo de bebidas açucaradas em tercis: 0 – 0,5 porções/dia (125 ml/dia); >0,5 a 1,3 porções/ dia (>125 a 750ml/dia); e >1,3 porções/dia (>750ml/dia).  As bebidas açucaradas foram o tipo de bebida mais consumida entre os adolescentes deste estudo e observou-se que 89%  dos adolescentes tinham uma ingestão média de 1,3 porções/dia e as adolescentes que tinham um consumo maior do que 1,3 porções/ dia de bebidas açucaradas apresentaram aumento do riso de sobrepeso e obesidade, além de maior risco cardiometabólico global. Já entre os meninos, houve uma redução em 3,1% dos níveis sanguíneos de HDL colesterol independente do ganho de peso. Já os níveis de triglicérides tiveram um aumento entre 1,0 – 8,4% tanto no sexo feminino quanto no masculino que consumiam >1,3 porções/dia. Além disso, o presente estudo também associa os pais como os maiores incentivadores do consumo de bebidas açucaradas por serem os maiores compradores de alimentos e bebidas dos alimentos consumidos em casa.

Este estudo é um dos poucos que relaciona possíveis associações entre a ingestão de bebidas açucaradas e fatores de risco cardiometabólico em adolescentes, sugerindo que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar simples deve ser limitado em jovens para que seja possível reduzir um futuro risco cardiometabólico.

 Fonte: Nutritotal

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